As aventuras de uma mãe, que após 12 anos da primeira filha, se vê novamente passando por tudo, sem saber se acumulou experiências ou se precisa aprender tudo novamente.

Tuesday, November 14, 2006

Nossa! como o tempo corre rápido... já estou na 19ª semana, quase completando o 5º mês e partindo para o sexto. Muitas novidades nesse mês de outubro. Fui fazer a ultrassonografia bioquímica e biofísica do meu bebêzinho. Estava apreensiva para saber se estava tudo bem. Imagina, uma gravidez aos 40 anos é cercada de todos os cuidados. A m´´dica me disse que pela minha idade ela gostaria de fazer estes exames com o teste triplo, de sangue, para saber das possibilidades de defeitos cromossômicos. Já viu... pode imaginar a angustia.

angustia que ainda dura e vai durar na verdade, como para qualquer mãe, a gravidez inteira. Pois fazemos o teste, mas ele não dá resultado nehum 100%... Ele levanta um percentual de ter problemas ou não, no que você pode partir para uma pesquisa mais detalhada. Bom... eu fiz porque a médica pediu. Paguei caro, pois a minha assistência médica (nenhuma aliás) cobre esse exame.
Foi um exame bem detalhado, o médico tinha uma cara boa e parecia ter bastante experiência. Observou cada detalhe, ossinhos, tamanho de tudo, fluxo sanguíneo, coração. A morfologia. E claro, descobrimos o sexo.

É uma menininha! GABRIELA. Foi a Carol que escolheu o nome. Ficamos felizes. No fundo, no fundo, apesar da curiosidade de ter um menininho, eu queria uma moçinha mesmo. Acho que sei cuidar melhor do sexo feminino... rsrsrsrsrs
Fiquei pensando se o pai não queria na verdade um menino, mas ele jurou que tanto fazia e concordou comigo que existe a curiosidade de criar um menino. Mas... não foi dessa vez. Como ele me disse que ainda quer ter mais filhos... quem sabe!
Brincadeira! Vamos fechar essa fábrica que funcionou pouco com a Gabriela. Nosso anjinho que foi tanto tempo acalentada, que demorou tanto para chegar e vai ser amada agora, por nós três. Eu, Papai e Carolina.

Fico pensando se vou ser capaz de amar alguém tanto quanto amo a Carol. Será que vou conseguir dividir o amor por igual? Tanto tempo amando somente a Carolina... que é a minha vida... Mas escuto dizer, que não se sabe como, o amor de mãe não se divide. Ele é multiplicado. O amor por Gabriela será um e por Carolina outro. Então... consigo entender a frase: "Coração de mãe..." Impossível me imaginar amando alguém tanto quanto amo a minha Carol.
Fico feliz. Estou feliz.

Falando da Gabi, ela anda dando voltinhas na minha barriga... sinto ela mexer e isso é maravilhoso. Às vezes estou por aqui, meio triste, cabisbaixa, quando sinto uma moçinha se mexendo aqui, bem devagarzinho... é ela. A nossa Gabriela.
Estamos curiosas para ver sua carinha.

Wednesday, October 18, 2006



Nossa! já não esperava mais ser mãe. Depois de 12 anos apenas com a minha linda Carolina, tive a notícia feliz de estar grávida novamente. Aos 39 anos... quando nascer já serão 40... Fiquei assim, um pouco entorpecida pela notícia. Não que não quisesse, pelo contrário, por muito tempo esperei esse bebê. Em 2004, depois de saber que estava grávida, tive a infelicidade de ter que interromper a gravidez, pois o óvulo fecundado não tinha virado embrião. Parou na fecundação e não se desenvolveu. Foi uma tristeza sem fim...
Fiquei triste por decepcionar marido e filha. Carol naquela época estava com 10 anos e chorou muito quando soube... Prometi para mim mesmo, que passado o tempo de "resguardo", começaria a tentar novamente... só que não tenho facilidade para engravidar, aliás, sempre tive muita dificuldade. Para engravidar da Carol, em 1994, fiquei um ano tentando com remédios. E então, foram passando os meses, os anos e nada. Achei que meu destino estava escrito mesmo e eu nada poderia fazer. E que somente teria uma filha. Muitas coisas aconteceram nesse tempo... crise no casamento, crise pessoal... então, aceitei o destino.

Voltei a ter esperanças na vida a dois, acertei os ponteiros e a cabeça. E de repente, mas foi de repente mesmo... minha menstruação atrasou. Não dei muita bola, mas fiquei ligada. Cheguei a conclusão que a mulher, sem perceber sabe quando está grávida, mesmo sem se dar conta disso. Um dia, no shopping, antes da data de ficar menstruada, entrei em uma loja de coisas para bebês, atraída sabe-se lá porquê e fiquei vendo, por pura curiosidade, os berços importados, que tremiam, esquentavam, tocavam músicas... achei engraçado tanto aparato e me lembrei, na época que a Carol nasceu, essas funções (vibratórias, musicais....) era mesmo o colo meu e do meu marido que faziam. Me espantei com os preços e saí dali pensando se tivesse ficado grávida nesses tempos atuais, pagaria para ter um berçinho daqueles...

Pois é... eu já estava e não sabia. Aguns poucos dias depois, minha menstruação não veio. E enfim, descobri que estava grávida. Grávida pela segunda vez. Mas com uma sensação de primeira, pois já se passaram 12 anos que segurei minha filhinha, tão sonhada nos braços. Para mim, tudo novo. Todos falam: tudo de novo... e eu corrijo: Não. TUDO NOVO. Engraçado pensar que agora somos três pessoas a acalentar esse bebê. A sonhar com ele, mesmo com os receios das mudanças que virão. E virão.
Então me entitulei "Mãe de 2ª Viagem". Tentando explicar que não sou mãe de primeira viagem, que não é a minha primeira gravidez. Mas passado 12 anos (quando nascer, já terão passados 13 anos), a sensação que temos lá em casa, é de novidade. Em tudo.

É isso então. Vamos aos dias dessa segunda viagem que já começou. Viagem com 4 tripulantes. Mário papai, Carolina irmã, Eu mamãe e o bebê que ainda não sabemos o sexo.
Vamos reaprender juntos. Os 4. O Quarteto Fantástico!